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LEITURA DE VERÃO
"NOTRE CHANEL" POR JEAN LEBRUN

Quando se trata da história da moda, tem algumas pessoas que conhecemos por dentro e por fora - por exemplo, Jean Patou, que morreu prematuramente, tinha seus arquivos cuidadosamente preservados, classificados e comunicados: Emmanuelle Polle foi capaz de pesquisar esses arquivos em 2013 e resumir o essencial em um único livro.

Diz a lenda que durante sua vida, Patou e Chanel não podiam ficar no mesmo lugar durante o mesmo tempo. Considerando fatos da história, a lenda está correta. Chanel era completamente diferente de Patou. Ela deixou seu legado, porém deixou pouca coisa escrita pois ela ficaria perdida no meio de suas memórias, constantemente reiventadas: nós provavelmente somos o nonagésimo-quinto a publicar um livro sobre ela e a cada livro publicado, o cenário fica mais confuso e a essência de quem ela era nos escapa cada vez mais.

Esse projeto, intitulado "Notre Chanel" (Nossa Chanel), foi escrito em uma tentativa de superar essa dificuldade contando o que Gabrielle significou a dois homens, Bernard e Jean, que investigaram sua vida há quase um quarto de século. Um desses homens morreu. O outro reabriu o caso, mas tem se esforçado para não escrever uma nova bibliografia ainda. Pelo contrário, esse trabalho é como uma janela de vitral – um vitral lateral – no qual Bernard e Jean contemplam no corredor reservado para os doadores, mas ainda não são capazes de enxergar o rosto que os uniou em uma tarefa nunca terminada. É uma janela em que Gabrielle certamente não é retratada como uma santa, mas sim como um ser mágico de conto de fadas: um raio de sua glória, de repente cai em Bernard, que se foi muito cedo, e ele, que foi esquecido , encontra alguma luz derramada em seu caminho.


"Notre Chanel” (Nossa Chanel), Jean Lebrun, Bleu autour.

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